
O Governo regional dos Açores revelou hoje que a Prolacto se comprometeu a implementar medidas para minimizar maus odores produzidos no âmbito da atividade industrial, bem como a investir um milhão de euros para reduzir as emissões futuras.
“Desta reunião, para além de um compromisso por parte da Prolacto em implementar as medidas recomendadas pela Secretaria Regional, resultou também a garantia, por parte da empresa, de um conjunto de investimentos ao nível da ETARI, na ordem de um milhão de euros, a executar até ao final deste ano, que permitirão reduzir significativamente o risco de emissão de maus odores de futuro”, indicou o Governo regional dos Açores em comunicado.
Citado na nota de imprensa, o Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, que hoje se reuniu com o conselho de administração da empresa situada na Lagoa, ilha de São Miguel, registou “o empenho da Prolacto na resolução do problema”.
O governante garantiu ainda que acompanhará de forma próxima o processo, para “garantir a necessária compatibilização daquela atividade industrial com os superiores interesses da população”.
A reunião de Alonso Miguel com representantes da empresa surgiu “em consequência das queixas dos residentes próximos, relativamente aos maus odores verificados na sequência da atividade daquela unidade industrial”, segundo o Governo regional.
Observando que não existe ainda regulamentação sobre esta matéria, Alonso Miguel afirmou que, “até à entrada em vigor de legislação específica referente à deteção de maus odores”, as autoridades inspetivas “apenas podem atuar a montante, ou seja, fiscalizando e assegurando que as unidades industriais cumprem todas as normas relativas ao seu funcionamento, nomeadamente no que se refere às ETARI – Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais”.
Neste sentido, “desde finais de 2018, a Inspeção Regional do Ambiente realizou seis ações inspetivas à fábrica de laticínios da Prolacto, decorrentes de denúncias de maus odores”.
De acordo com o Governo, verificou-se, “na generalidade, a conformidade da atividade industrial com as normas estabelecidas”.
“Na sequência das legítimas reivindicações da população, a Inspeção Regional do Ambiente voltou a proceder a uma ação inspetiva no mês de julho e a Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas voltou, também, a realizar uma ação de fiscalização no final de agosto”, acrescentou.
No seguimento dessas ações e “considerando o impacto na qualidade de vida e no bem-estar das populações”, a Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas “recomendou à empresa a implementação imediata de medidas de minimização de emissões difusas de odores, nomeadamente ao nível da intervenção no tanque de armazenamento de águas residuais”.
Lusa/ DL
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