
A Câmara da Ribeira Grande, nos Açores, adjudicou a empreitada de tratamento de águas residuais da cidade, orçada em cerca de 2,5 milhões de euros, que vai permitir “resolver um problema que arrastava há décadas”, foi hoje anunciado.
A obra tem por objetivo o “adequado tratamento das águas residuais domésticas produzidas na cidade, de modo a melhorar as condições ambientais do concelho, quer para a população local, quer para os turistas”, explica o presidente da autarquia, Alexandre Gaudêncio, citado numa nota divulgada pelo município da costa norte da ilha de São Miguel.
De acordo com a autarquia, a intervenção tem “um prazo de execução de 480 dias” e recebeu, “recentemente, o visto prévio do Tribunal de Contas após ter sido lançado o concurso público em dezembro de 2020”.
O presidente da autarquia, Alexandre Gaudêncio, que presidiu à assinatura do ato de consignação da obra, realçou que se trata do “maior investimento feito na última década ao nível do tratamento de águas residuais”.
Segundo o autarca social-democrata, “a empreitada prevê a construção de um intercetor que irá recolher as águas residuais domésticas do saneamento básico da cidade e encaminhá-las-á para a ETAR”, estação de tratamento de águas residuais, que se situa na zona de Santana, em Rabo de Peixe, “numa extensão total de cerca cinco quilómetros”.
“A solução a executar prevê a recolha das águas residuais descarregadas em diversos locais na cidade da Ribeira Grande, concentrá-las num único ponto e encaminhá-las para a ETAR de Rabo de Peixe”, descreve-se.
Desta forma, acaba-se “com as atuais descargas e garantindo o seu adequado tratamento”, explica ainda o autarca, referindo que “serão construídos dez sistemas elevatórios que bombearão o caudal até ao destino final”.
A autarquia explica que a vila de Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, tem “desde 2009 uma ETAR, de nível de tratamento terciário”.
Esta ETAR de Rabo de Peixe “está dimensionada para receber 1870 metros cúbicos por dia e, atualmente, recebe apenas cerca de 303 metros cúbicos diários, pelo que se apresenta como uma alternativa viável para receber também os caudais atualmente produzidos na cidade da Ribeira Grande”, acrescenta.
Lusa/ DL
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