João Bosco Mota Amaral foi afastado das listas de candidatos do PSD Açores à Assembleia da República, mas esta é uma situação que deixou desconforto no seio da família social-democrata.
Adriana Falcão, a única presidente de Junta de Freguesia do Concelho de Lagoa (Açores), eleita pelo PSD, já veio publicamente, através do seu mural da rede social do facebook, mostrar o seu descontentamento.
A autarca refere que, esta tomada de posição pelo PSD “é um ato de prepotência e exercido em nome de uma apregoada renovação”.
Adriana Falcão diz estar grata a Mota Amaral – filho de um lagoense – pela ajuda na campanha eleitoral que culminou com a sua eleição. “Os lagoenses têm, enquanto comunidade, uma dívida de gratidão para com ele. A sua envergadura enquanto homem e político fez dele um estadista respeitado por todos, independentemente de partilharem ou não a mesma cor partidária”, reforçou.
A Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz confessa mesmo sentir que o facto de Mota Amaral ter sido afastado da lista às Legislativas ser uma “cobarde traição”.
“É uma traição, não porque sinta que o que hoje foi feito é somente um ato de ingratidão à pessoa, mas, sobretudo, porque é o pior sinal que um partido político pode dar à comunidade em tempos tão difíceis como os atuais”, explica.
Adriana Falcão vai mais longe dizendo não ser capaz de “cometer a hipocrisia de apontar o dedo às políticas socialistas que educaram as novas gerações do nosso povo a viverem de mãos estendidas aos incentivos do governo em vez de trilharem o seu próprio caminho pelo esforço e dedicação e agora dar este sinal de subserviência. Eu não quero para o meu filho uns Açores de mãos estendidas a quem manda em Lisboa. Eu acredito que somos capazes de trilhar o nosso próprio caminho e ser construtores da nossa felicidade e prosperidade. Eu tenho esperança – não fingida, mas verdadeira – nos Açores e nos Açorianos!”, escreve a autarca.
DL
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