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Mulheres incluídas no rito do Lava-pés

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No seu primeiro Tríduo Pascal, ao serviço da diocese açoriana, D. João Lavrador pede “que cada um viva com profundidade aquilo que na sua consciência realmente sente como apelo”.

Em declarações ao Sítio Igreja Açores no final da Celebração da Ceia do Senhor, esta quinta feira, o bispo de Angra fala do mistério pascal e dos desafios que ele coloca na vida do quotidiano.

“Este é um tempo muito marcado em termos da fé cristã e apelo a que os cristãos vivam intensamente este tempo da síntese desta nossa fé. Pela paixão, pela morte e pela ressurreição de Jesus Cristo e, naturalmente por esta celebração de hoje que é emblemática”, acrescenta.

“Eu apelava a que os cristãos sentissem em profundidade estes dias” disse ainda o prelado deixando “um abraço afetuoso para que o Senhor os abençoe e que a graça da ressurreição a todos cative e atinja”.

“Gostava que todos vivessem a esperança, mesmo que neste momento se sintam mais tristes e com menos coragem por situações difíceis na sua vida, o cristão deve viver sempre na esperança de que o Senhor há-de intervir e que nós, como cristãos, devemos fazer o milagre da alegria e cantar Aleluia no Domingo de Páscoa”, concluiu.

Em declarações ao Sítio Igreja Açores, no final da celebração da Ceia do Senhor, que integrou o gesto do lava-pés, o prelado diocesano falou da inclusão de mulheres neste rito.

O papa Francisco decretou que todos, sem exceção, deveriam marcar presença no rito. Começou por testemunhar essa vontade quando lavou os pés a 12 jovens de várias nacionalidades e religiões, incluindo duas raparigas numa prisão juvenil, em 2013.

Este ano a Diocese de Angra incluiu seis mulheres no grupo de apóstolos.

Para D. João Lavrador esta inclusão simboliza mais do que uma simples mudança de género.

“O Santo Padre, ao alterar o ritual, pretende significar todas as condições, todos os estratos sociais, todas as idades e, portanto, toda a realidade social e eclesial” refere o prelado.

“Este ano ainda não foi possível organizar nesse sentido mas de futuro o ritual terá homens, mulheres, jovens, adultos, crianças, pessoas marginalizadas, pobres e até, se possível, presos”, precisou.

“O Papa Francisco pretende mostrar que o serviço de Cristo ao lavar os pés aos apóstolos simboliza o que a igreja deve fazer a todos sem exceção e por isso é que ele quer esta diversidade que não se cinge à inclusão de mulheres”, esclarece o bispo de Angra.

João Lavrador acredita que a igreja está a crescer e a acompanhar a evolução social: “a Igreja vai crescendo também com a própria sociedade e vai atribuindo o lugar que compete a cada pessoa.”

DL/IgrejaAçores

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