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Parlamento aprova voto sobre os 150 anos da Fábrica de Tabaco Micaelense

Fabrica Tabaco Micaelense

Os deputados no Parlamento dos Açores aprovaram, esta quarta-feira, um Voto de Congratulação pelos 150 Anos da Fábrica de Tabaco Micaelense, enaltecendo todos quantos contribuíram para o seu êxito, desde os seus trabalhadores, gestores e empresários, apresentado pela bancada do PSD Açores.

Na apresentação do voto o deputado Renato Cordeiro fez um pouco da história desta unidade fabril recordando que “os primeiros ensaios da cultura do tabaco na ilha de S. Miguel remontam à segunda metade do séc. XIX, impulsionada pelo desembargador José Ferreira Cardoso da Costa, que, com a imprensa insular e pela Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense, defendiam a abolição do monopólio do tabaco, assim como as vantagens económicas da sua cultura para as nossas ilhas.

Segundo recordou, “a 13 de maio de 1864 é promulgada a lei régia da abolição do monopólio do tabaco, vigorando a partir de 1 de Janeiro de 1865 o livre comércio, fabrico e venda de tabaco no território português. Neste contexto, em abril de 1866 é fundada a Fábrica de Tabaco Micaelense, na cidade de Ponta Delgada”.

Segundo referiu na apresentação do voto, “para uma sociedade rural empobrecida, esta empresa trouxe uma outra oportunidade aos que viviam da terra. Para além de agora existir uma cultura rentável ao agricultor, a fábrica também trazia emprego ao agregado familiar. A mão-de-obra era maioritariamente feminina, criando-se uma importante fonte de rendimento às famílias de camponeses periféricas à cidade de Ponta Delgada e sendo este o primeiro trabalho remunerado destas mulheres. Na altura empregava 150 mulheres e dois homens, registando, no final de 2015, 83 colaboradores, dos quais 43 homens e 40 mulheres”.

A marca mais antiga da fábrica e ainda em produção, é a Santa Justa, registada em 1895, sendo curioso registar os nomes atribuídos a outras marcas, designadamente, para homenagear políticos internacionais como Garibaldi, Lincoln, Roosevelt, Gugunhana e Yankee; ou personalidades regionais e nacionais como Ernesto do Canto, Antero de Quental, José Jácome, Velho Cabral, Gaspar Frutuoso, Cortes Reais e Eça de Queirós; ou ainda com referências geográficas como Batávia, Timor, Filipinos, Argel, Túnis, Itália, Florença, Londres, New York, Romanos, Cuba, Venezas, Funchais e Leoneses, recordou o voto.

“Com a revolução de abril, a Fábrica de Tabaco Micaelense é nacionalizada em 1975 e reprivatizada em 1995, sendo que 80% do seu capital é adquirida pela Sociedade Atlântica de Investimentos, uma sociedade gestora de participações sociais detida em cerca de 64% pela Tabaqueira, S.A. pertencendo assim ao Grupo Philip Morris. Entrando neste milénio, há uma restruturação de negócios com o princípio de “pensar globalmente e agir localmente”, pelo que a Sociedade Atlântica de Investimentos, por decisão da Philip Morris, passa a detentora da Fábrica de Tabaco Micaelense”.

No ranking das 100 Maiores Empresas dos Açores, a FTM é considerada como a Melhor Empresa dos Açores em 2009, e, no mesmo ano, é reconhecida como a empresa Portuguesa do Ramo Industrial que mais cresceu, sendo distinguida pelo IAPMEI com o estatuto “PME Excelência” graças ao seu desempenho económico-financeiro e de gestão, recorda o voto que foi aprovado por unanimidade.

DL

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