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PCP alerta para “agravamento” da “situação social” nos Açores e critica Governo

© DORAA
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O PCP/Açores alertou hoje que “a situação social tem vindo a agravar-se” na região com “precariedade generalizada” e “baixos salários”, criticando “a falta de resposta” do Governo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

A Direção Regional do PCP Açores (DORAA) apresentou hoje, em conferência de imprensa, as conclusões da reunião que teve no sábado, na cidade da Horta, na ilha do Faial, para analisar a situação política e social, a nível nacional como regional.

“Na região, a situação social tem vindo a agravar-se, devido ao aproveitamento, por parte de alguns, das atuais circunstâncias – continuando assim a lucrar com a precariedade generalizada, os baixos salários, a desregulamentação de horários e a retirada de direitos – conjugado com a falta de resposta por parte do Governo regional do PSD, CDS-PP, PPM com o apoio parlamentar da extrema-direita”, aponta o partido.

O PCP/Açores, que perdeu representação parlamentar nas eleições regionais de 2020, diz ver “com grande preocupação à atuação de um governo que hoje nomeia responsáveis e logo a seguir, através de manobras baixas, bloqueia e coloca em causa o funcionamento”, referindo o caso da Escola do Mar dos Açores, na sequência da demissão do anterior conselho de administração e saída da diretora executiva.

“Com igual preocupação constatamos que, por inércia, temos diversos serviços e empresas do sector público empresarial regional num limbo, com chefias e administradores que não sabem se e quanto tempo permanecerão nos seus cargos”, denuncia o partido.

O PCP/Açores diz ainda que “os serviços regionais estagnam, e projetos essenciais para o desenvolvimento, a formação e o apoio aos sectores produtivos das Pescas e da Agricultura estão bloqueados, ficando a vida dos açorianos ainda mais prejudicada, sobretudo no que diz respeito às desigualdades sociais e à pobreza”.

“O desenvolvimento da região não se compadece com amadorismos, e a ação governativa não pode ser mera propaganda de uma ou outra bandeira eleitoralista”, criticam.

O PCP/Açores insiste na prioridade a dar à “defesa dos trabalhadores dos seus direitos, a valorização dos salários e ao combate à precariedade”, referindo que “em 2018, a região apresentava a maior taxa de risco de pobreza do país com 31,6%, um valor que ultrapassa em 21,6% a media nacional”.

“Os micro, pequenos e médios empresários, o sector público empresarial regional, a nossa agricultura e as nossas pescas merecem e necessitam outro tipo de atenção e de políticas”, defendeu o partido.

Lusa/ DL

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