O Diretor Regional dos Transportes, Luís Quintanilha, afirmou, na Praia da Vitória, que a implementação na ilha Terceira do Projeto COSTA, uma plataforma de abastecimento de gás natural para o transporte marítimo entre a Europa e os EUA, colocará os Açores em posição de destaque nas ligações entre os dois continentes.
Luís Quintanilha, que acompanhou o Embaixador do Canadá em Portugal na apresentação do Projeto COSTA, salientou que o Governo dos Açores considera, no contexto do transporte marítimo europeu em mercados globais, a necessidade de conferir o “merecido destaque” à dimensão atlântica e insular da Região, impondo-se assim que os Açores se assumam em pleno Atlântico como fronteira marítima ocidental da União Europeia.
Na sua intervenção, Luís Quintanilha recordou que a Região tem estado ativa nas revisões da Estratégia para os Transportes da União Europeia, tendo o Governo dos Açores reforçado, junto de Bruxelas, a importância de incentivar a criação de uma rede contínua de infraestruturas para combustíveis alternativos.
Sendo os Açores a única região europeia com posição privilegiada para se constituir como uma plataforma de abastecimento de gás natural para o transporte marítimo entre a UE e os EUA, o Executivo tem apostado na aprovação e desenvolvimento do projeto apresentado pela Portos dos Açores, no âmbito do Projeto COSTA – CO2 & Ship Transport Emissions Abatement by LNG.
Luís Quintanilha sublinhou também que o Executivo açoriano tem destacado “a importância de ser criado no arquipélago um terminal de transbordo de contentores, num sistema inovador do tipo ‘Hub-and-Spoke’, que contribuiria para descongestionar o tráfego terrestre nos portos europeus e norte-americanos, dado que o acesso a esses portos passaria a ser efetuado através da utilização de navios porta-contentores de médio porte, com maior agilidade operacional em comparação com os designados ‘mega carriers’, de grandes dimensões”.
O Diretor Regional admitiu que existirão obstáculos em vários campos à execução deste projeto, mas frisou que “a implementação de projetos desta natureza poderá permitir o desenvolvimento futuro da Região, que pretende contrapor os elevados custos de contexto, particularmente relevantes em regiões insulares e com uma elevada dependência económica do transporte marítimo”.
DL/Gacs
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