
Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República denunciaram esta semana a situação de discriminação negativa a que estão sujeitos os beneficiários da ADSE nos Açores, “que pagam o mesmo e têm muito pior serviço”, dizem, referindo-se ao maior subsistema de nacional de saúde, “que representa cerca de 1,2 milhões de funcionários públicos”, adiantam.
Os social democratas questionaram a Ministra da Saúde, dada a grande preocupação “em torno do contencioso existente entre a administração da ADSE e as entidades privadas convencionadas que prestam serviços aos beneficiários daquele subsistema”, referem.
A deputada Berta Cabral explica que, nos Açores, “para além das consequências do referido desentendimento, há ainda uma dificuldade acrescida que decorre do facto de ser diminuto o número de convenções existentes em cada ilha”.
Os parlamentares açorianos em Lisboa alertam assim “para uma situação que se tem vindo a agravar, sem solução no normal funcionamento da oferta e da procura e que merece, por isso, um tratamento especial e de incentivo à realização de convenções com clínicas e médicos nas várias ilhas”, esclarecem.
Berta Cabral e António Ventura querem que a ADSE e o Governo tomem medidas para que os beneficiários dos Açores tenham acesso ao mesmo nível de serviços que têm os beneficiários do resto do país.
Refira-se que a ADSE é um sistema de admissão voluntária e auto-sustentável, através do pagamento de 3.5% do salário ou da pensão de cada funcionário público ou pensionista.
As questões colocadas a Marta Temido vão no sentido de saber “para quando uma abertura da ADSE a todos os trabalhadores em funções públicas e em particular aos que por opção ou omissão não aderiram no prazo previsto na lei”.
Assim como querem os deputados social democratas aferir da hipótese de haver um acordo com as entidades convencionadas “que permitam ultrapassar os constrangimentos que se verificam na marcação de consultas e outros atos médicos”, e “evitar que muitos profissionais de saúde continuem a rescindir com a ADSE por discordarem das condições convencionadas”, concluem.
DL/PSD
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