
O Presidente do Governo defendeu que as entidades públicas e privadas devem desenvolver, cada vez mais, um trabalho de mobilização, de diálogo e de parceria no sentido de garantir que o setor agrícola regional vença os desafios que estão à sua frente.
Falando no XVIII Concurso da Raça Holstein Frísia, promovido pela Associação Agrícola de São Miguel, o Presidente do Governo salientou que tem sido possível desenvolver este diálogo e esta concertação com o setor, manifestando-se, assim, convicto que “continuará a ser possível continuar este trabalho, com o respeito pela margem de atuação de cada um”.
O Presidente do Governo adiantou também que o Executivo açoriano considera fundamental que a estratégia e as medidas para o setor “sejam testadas e colocadas à crítica e ao debate com os parceiros sociais” desta área.
Nesse sentido, apontou a adesão registada ao programa ProRural+, com mais de 900 candidaturas privadas já aprovadas, que representam um investimento de cerca de 90 milhões de euros.
Na sua intervenção, o Presidente do Governo afirmou, por outro lado, não ser aceitável que os Açores fiquem numa situação de desvantagem comparativa no próximo POSEI para o período 2021-2017, garantindo que o Executivo está “profundamente empenhado” em evitar que este cenário penalizador para a Região se concretize.
Segundo disse, esta eventual desvantagem comparativa da Região coloca-se mesmo que o POSEI se mantenha sem cortes, conforme anunciou o Comissário Phil Hogan aquando da sua visita aos Açores, mas confirmando-se o cenário de aumento de cerca de 4,8 por cento das verbas para o primeiro pilar da Política Agrícola Comum (PAC).
De acordo com Vasco Cordeiro, os desafios externos que se colocam ao setor agrícola regional não se resumem, porém, à questão financeira, uma vez que a União Europeia terá, muito em breve, um novo Comissário da Agricultura e um novo Parlamento Europeu, no qual os Açores têm um deputado.
Perante essa nova realidade, é “necessário articularmos, cada vez mais, os esforços e desenvolvermos parcerias para que a Região fale a uma só voz em relação às suas pretensões face à União Europeia, suscitem elas a intervenção da Comissão, do Parlamento ou do próprio Governo da República”, preconizou.
Relativamente ao preço do leite pago à produção, Vasco Cordeiro salientou que este é um desafio ainda presente, razão pela qual apelou a que todas as partes se “sentem à mesa” para que, entre as políticas públicas e a capacidade dos privados de orientar a sua atividade para uma cada vez maior valorização dos produtos regionais, se “consiga que toda essa cadeia possa fortalecer o seu valor e o seu contributo para a economia da nossa Região”.
O Presidente do Governo defendeu, por outro lado, o reforço da aposta no futuro no setor agrícola regional, que tem sido já evidenciada com a adesão dos jovens a apoios para projetos de primeira instalação, que ascendem a cerca de nove milhões de euros de investimento, mas também através do novo programa que o Executivo pretende lançar.
DL/Gacs
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