Segundo a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, o objetivo do Governo dos Açores é “criar condições” para que o turismo assuma na atividade económica “um maior peso, quer seja pela componente de produto (direto ou indireto), quer pela criação de emprego, procurando que este seja um crescimento consolidado”.
Marta Guerreiro, na intervenção que proferiu na Assembleia Legislativa, no debate do Programa de Governo, destacou como objetivo estratégico um reforço “da notoriedade do destino que permita atenuar a sazonalidade e tire partido da diversidade entre ilhas com ofertas de qualidade específicas e diferenciadas”.
A governante anunciou ainda, com uma postura “de exigência e inconformismo”, apostas fortes na qualificação do destino e na formação dos recursos humanos, assim como na capacidade de oferta de produtos de animação turística de qualidade.
A titular da pasta do Turismo, setor que registou 1,3 milhões de dormidas nos primeiros nove meses deste ano, o que representa um crescimento de 21% face a igual período de 2015, referiu também como objetivo a evolução qualitativa da oferta do alojamento turístico, nas suas diversas tipologias, e de restauração e similares, no âmbito da revisão do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRA).
Relativamente aos desafios ambientais, a Secretária Regional frisou que “o mundo enfrenta um momento histórico e decisivo no que respeita ao combate às alterações climáticas”.
É com este objetivo que está em curso o processo de elaboração do Plano Regional para as Alterações Climáticas (PRAC), que Marta Guerreiro anunciou ficar concluído durante o próximo ano.
Assim, destacou, entre outros objetivos, a promoção de consumos e comportamentos energeticamente eficientes, em parceria com a sociedade, e a aposta na inovação tecnológica e eficiência energética, desenvolvendo projetos piloto na Administração Pública e nas escolas.
Marta Guerreiro frisou ainda que existem “condições para potenciar os Açores, no contexto dos espaços insulares europeus, como um verdadeiro ‘laboratório’ de soluções para a mobilidade elétrica”.
Neste particular, acrescentou que “esta ação permite aumentar a eficiência energética e otimizar a profusão do consumo de energia elétrica, reduzindo as emissões de CO2 e a dependência energética dos Açores para com o exterior”, apoiando a “difusão da utilização de veículos elétricos de transporte de passageiros ou comerciais, de utilização pública ou particular”.
DL/Gacs
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