
O líder do PS/Açores pediu na sexta-feira o regresso da avaliação epidemiológica por cadeias de transmissão, criticando a “falta de competência na organização do processo de vacinação” contra a covid-19.
“Acho que hoje está demonstrado à evidência que não temos um problema de falta de vacinas, temos é um problema de falta de competência de organização no processo de vacinação ao mais alto nível”, afirmou o presidente do PS dos Açores.
Para Vasco Cordeiro, “isso tem de ser mudado o mais rapidamente possível, porque os Açores são das regiões do país que têm uma percentagem de vacinação mais lenta, mais reduzida”.
“Isso é fundamental, obviamente, pela parte sanitária, pela defesa de cada uma das pessoas, mas também para que rapidamente possamos entrar numa fase de recuperação dos efeitos económicos e sociais desta pandemia”, prosseguiu.
O líder da estrutura açoriana do Partido Socialista falava aos jornalistas, na sexta-feira à noite, depois da reunião da Comissão Regional do partido.
Dos pontos de agenda constavam a remarcação da data de realização do próximo Congresso Regional, que foi adiado de julho deste ano para fevereiro de 2022, as eleições autárquicas, mas também a “análise da atual situação política”.
Segundo adiantou o dirigente, foram debatidas “algumas questões que suscitam preocupação” ao partido, começando pela “situação pandémica (…), quer na componente sanitária, quer na componente dos efeitos económicos e sociais” causados pelo combate à propagação do novo coronavírus.
Da reflexão sobre o que é que o partido faria se tivesse “essa responsabilidade”, chegaram também outras propostas, como a mudança da avaliação da evolução epidemiológica na região.
O PS considera “essencial que se retome a avaliação por cadeias de transmissão, e não por transmissão comunitária, porque isso permite que as medidas de contenção, mesmo aquelas que são mais restritivas, possam ser feitas de forma mais individualizada e mais focada”, além de permitir “reforçar a confiança”, afirmou Cordeiro.
Na componente mais económica, frisou “a necessidade de se começar a planear já (…) a preparação da retoma, por exemplo, no setor turístico”, afirmando que esta já vai “com atraso”.
“Nós assistimos a uma coisa absolutamente surpreendente – a Madeira vem buscar turistas aos Açores, mas não se sabe se os Açores estão, por exemplo, a promover e a ir buscar turistas à Madeira”, referiu.
O dirigente reconheceu que essa promoção naquele arquipélago “não resolve todo o problema, é verdade, mas é um mercado que ajuda a recompor”.
“E tanto ajuda, que a Madeira está a fazer exatamente isso”, rematou.
Lusa/ DL
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