
O Governo dos Açores vai apoiar com 100 mil euros o financiamento do projeto transnacional na área da bioeconomia azul “Microalgae in IT”, que visa desenvolver “um modelo inovador e económico” para aumentar o crescimento de microalgas.
Numa nota enviada hoje às redações, o executivo adianta que o financiamento será assegurado através da Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital e do Fundo Regional da Ciência e Tecnologia, com o apoio “em 100 mil euros”.
De acordo com a nota do executivo açoriano, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, este projeto é “liderado a nível regional pelo investigador da Universidade dos Açores Vítor Gonçalves e visa desenvolver “um modelo de bioeconomia azul circular inovador e económico, onde gases de combustão e nutrientes de resíduos agroalimentares são usados para aumentar o crescimento de microalgas num ambiente de cultivo controlado em fotobioreatores”.
O projeto “Microalgae in IT” foi selecionado no âmbito de uma convocatória internacional onde participaram “cerca de 13 Estados-Membros e Regiões”, com o objetivo de financiar projetos transnacionais de “excelência científica e de inovação”, num “valor aproximado de 11 milhões de euros”.
A Comissão Europeia pretende estimular com este investimento o potencial da integração do conhecimento nas cadeias de valor da bioeconomia azul da Europa.
Para a secretária regional da Cultura, Ciência e Transição Digital, Susete Amaro, citada na nota divulgada, “a aprovação deste projeto ‘Microalgae in IT’, numa convocatória internacional extremamente competitiva atesta, mais uma vez, a elevada qualidade dos investigadores regionais e da investigação que se produz na região, bem como a mais-valia do suporte do Governo Regional nestes mecanismos financeiros europeus”.
Segundo explica a mesma nota, o mecanismo financeiro em vigor para esta tipologia de projetos (ERA-NET Cofund) permite “a integração da equipa científica regional num consórcio internacional, alavancando não só o financiamento regional de 100 mil euros, para um orçamento global de cerca de 405 mil euros”, como também possibilita “a inovação de base científica e tecnológica da região”.
Lusa/ DL
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