O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou, na Horta, que a pesca “ainda é a mais importante atividade económica que se desenvolve no mar” dos Açores, mas salientou que este setor não diz respeito apenas a pescadores, mas também à restauração, à indústria de transformação, à investigação científica, à biotecnologia ou à construção naval, atividades que, a montante e a jusante do subsetor extrativo, criam rendimento e geram emprego.
Fausto Brito e Abreu, que falava no fórum ‘Mare Nostrum: Gestão – Pescas e Transformação de Pescado’, organizado pela Câmara Municipal da Horta para assinalar o Dia Nacional do Mar, defendeu que “num século em que a economia se mede não só em euros, mas também em empregos e em bem-estar social, as potencialidades da ‘economia azul’ devem ser exploradas plenamente pela Região”.
Nesse sentido, frisou que a política regional para esta área se baseia no Programa do Governo dos Açores, na Estratégia Nacional para o Mar e na Estratégia Europeia para o Crescimento Azul.
O Secretário Regional defendeu neste encontro que os Açores devem apostar numa economia circular, referindo que “a aquacultura pode ser sinérgica com a pesca”, exemplificando com a produção de isco em aquacultura.
O governante referiu ainda que as efemérides como o Dia Nacional do Mar convidam a “refletir sobre a importância que o mar tem para os Açorianos”.
Este fórum, que contou com a presença de associações de pescas, empresários ligados à transformação e exportação de pescado e cientistas, teve como objetivo promover a discussão em torno das estratégias, potencialidades, instrumentos e projetos ligados à Economia do Mar nos Açores.
DL/Gacs
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