
A Câmara Municipal de Lagoa e a Escola Secundária de Lagoa apresentaram, ao público, o projeto de videojogo “Descoberta e Povoamento dos Açores”.
Esta iniciativa, promovida pelas duas instituições, está a ser desenvolvida há cerca de dois anos, e conta com o apoio da Secretaria Regional da Educação e Cultura, da Casa do Povo de Água de Pau, do Nonagon e da empresa Globaleda.
O projeto constitui uma resposta aos desafios colocados às escolas pelo currículo regional, nomeadamente na área da história, geografia e cultura dos Açores, e recorre à estratégia de “gamificação” (do original inglês: gamification), tendo como objetivo disponibilizar aos alunos um modo de aprendizagem apelativa que conjugue formas de ensino formal e não formal.
O jogo está a ser construído segundo um guião, concebido pela área da Educação e Cultura da edilidade, em consonância com a Orientação Curricular, produzida pela Comissão Científica e Pedagógica, criada pelo Despacho n.º 1311/2014 de 30 de julho, documento onde se elenca toda a informação histórica recolhida suscetível de caracterizar a ambiência de época.
O projeto de videojogo desenvolve-se por fases, correspondentes a objetivos, tendo um carácter evolutivo, de modo a abarcar um arco temporal alargado. Nele abordam-se questões que partem do âmbito genérico para um âmbito concreto, permitindo que possa ser utilizado quer na abordagem das diversas realidades açorianas (com protagonistas que variarão conforme a ilha de origem do jogador), quer na da madeirense, que se constituiu como modelo histórico seguido nos Açores.
O Secretário Regional da Educação e Cultura considerou que este projeto é “importante” para o sistema educativo regional.
Para Avelino Meneses, que falava na assinatura de um protocolo entre todas as entidades parceiras deste projeto, esta iniciativa “cruza” os objetivos da reforma curricular do ensino básico em curso na Região com o “incentivo” ao uso da tecnologia.
O projeto cumpre “objetivos determinantes” do sistema educativo regional, acrescentando Avelino Meneses que “possui” enquadramento na reforma curricular, contribuindo para a “conservação de referências regionais e locais que impelem à fixação e à perpetuação da identidade açoriana”, além de promover as novas tecnologias “enquanto auxiliares de uma melhor aprendizagem”.
Este videojogo vai dar “um novo fôlego” ao ensino da História, conferindo-lhe “maior utilidade”, porque a “atual era da globalização, iniciada por Portugal há mais de meio milénio, através da utilização sistemática das ilhas, é um tempo de descaraterização”, acrescentou.
Para o Secretário Regional da Educação, num mundo da descaraterização, “o resgate e a preservação” de uma identidade, como a Açoriana, constitui “uma mais valia que reverte em superioridade moral e progresso material”.
Esta iniciativa assume-se como uma resposta aos desafios colocados às escolas pelo currículo regional, nomeadamente na área da História, Geografia e Cultura dos Açores,recorrendo à estratégia da designada gamificação, com vista a disponibilizar aos alunos um modo de aprendizagem apelativa numa conjugação de formas de ensino formal e não formal.
DL/CML/Gacs
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