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Bolieiro diz que “nada ficará por esclarecer” na distribuição de verbas

© MIGUEL MACHADO
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O presidente do Governo regional dos Açores afirmou esta sexta-feira, 15 de outubro, que “nada ficará por esclarecer” na aplicação regional do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e salientou que a “responsabilidade” do processo das Agendas Mobilizadoras é da secretaria das Finanças.

José Manuel Bolieiro respondia a perguntas dos jornalistas sobre as críticas de partidos e empresários relativas ao acesso aos 117 milhões de euros destinados à região através das Agendas Mobilizadoras PRR.

“Nada ficará por esclarecer e, portanto, o forte empenho do governo em que as instituições, a comunidade em geral, a sociedade, possa ser esclarecida. Todos estamos obviamente a fazer este percurso de conhecimento”, afirmou Bolieiro, na sede da Presidência, em Ponta Delgada, após um encontro com os membros do Conselho Mundial das Casas dos Açores.

Antes das declarações do líder regional, já o executivo açoriano tinha rejeitado, em comunicado, ter “selecionado ou preterido empresas a qualquer título” para as Agendas Mobilizadoras, assegurando que a “formação de consórcios foi voluntária e da iniciativa das empresas”.

José Manuel Bolieiro disse depois que a “responsabilidade” e o “percurso” no acesso às verbas das Agendas Mobilizadores “foi feito pela secretaria regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública”, tutelada por Bastos e Silva.

Questionado sobre se mantém a confiança política no responsável pela pasta das Finanças, Bolieiro insistiu que “tudo será esclarecido” e “tudo será potenciado para a informação”.

“Naturalmente que há sempre possibilidades de fazer as coisas de forma diferente, mas ela decorreu também com a celeridade e do entendimento que o senhor secretário das Finanças fez e que vai explicar o percurso escolhido, o que foi alcançado e o que está obviamente em aberto”, apontou.

Sobre o processo, o chefe do executivo PSD, CDS-PP, PPM disse estar tranquilo e realçou que o “que é novo e ousado desperta muita curiosidade”, assegurando a “máxima transparência” na aplicação dos fundos europeus.

“Fica essa garantia: máxima transparência, máxima informação e envolvimento, o que vai ser desenvolvido e desde logo com a primeira responsabilidade do senhor secretário das Finanças que o fará já para a semana no parlamento e também no quadro dos contactos com todas as instituições. É este o encargo que tem”, declarou.

Na quinta-feira, a bancada do PS no parlamento dos Açores acusou o Governo regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, de estar a fazer uma gestão “ilegal” das verbas previstas no PRR.

No mesmo dia, o BE/Açores também criticou o governo açoriano por “beneficiar sempre os mesmos grupos económicos”, considerando “inaceitável” a distribuição das verbas do PRR.

Lusa/ DL

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