
Ser candidato à Câmara da Lagoa é um desafio que abraço com enorme gosto, mas, sobretudo, com muito sentido de responsabilidade, ciente que do sucesso da gestão da autarquia dependerá o futuro dos lagoenses.
A primeira das prioridades desta candidatura serão as políticas centradas nas Pessoas, com incidência na habitação, no combate à exclusão social e na promoção do emprego.
A nossa campanha será marcada pela apresentação de propostas para o concelho, que possam conjugar os anseios das nossas populações para a resolução dos seus problemas mais imediatos, mas, por outro lado, com uma estratégia para a próxima década.
O próximo mandato assume uma importância redobrada, quer por via da absoluta necessidade de impulsionar a retoma económica pós pandemia, quer pelas possibilidades decorrentes das ajudas financeiras da União Europeia, que importa potenciar através de investimentos que garantam sustentabilidade para o futuro.
É imprescindível refletir sobre o posicionamento da Lagoa no contexto económico, geográfico e populacional da Ilha de São Miguel.
O espaço geográfico que abrange a zona central da Ilha de São Miguel, desde a cidade de Ponta Delgada e freguesias circundantes até às Capelas, Ribeira Grande e Lagoa, representa na verdade um conjunto maioritariamente urbano, no qual vivem perto de 100.000 habitantes ou seja cerca de 40% da população dos Açores.
É neste enquadramento que devemos pensar e refletir o futuro da Lagoa e a sua centralidade na Ilha, privilegiando investimentos que possam potenciar a nossa competitividade e atratividade ou com investimentos complementares aos que já existem nos nossos concelhos vizinhos.
Há uma aposta estratégica que servirá como pano de fundo e será transversal a todas as políticas, se os lagoenses confiarem em nós: de Lagoa Vila a Lagoa Cidade. Queremos uma cidade por inteiro.
Com efeito, a passagem administrativa da Lagoa a cidade em 2012, deveria ter constituído um instrumento de mudança para a governação autárquica, o que todos reconhecem não ter acontecido.
Desde então, do ponto de vista urbanístico, dos serviços e da centralidade da Lagoa, nada mudou. A sua organização manteve-se tipicamente como uma Vila.
É nosso desígnio inverter esta situação de forma gradual, mas consistente na estratégia.
Uma dessas medidas será a constituição de um verdadeiro “centro urbano” na Lagoa, com tudo o que caracteriza e pela promoção económica que certamente representa. O espaço da Fábrica do Álcool afigura-se como o local ideal para a criação da necessária centralidade urbana.
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O Diário da Lagoa convidou os cinco candidatos à Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. António Vasco Viveiros é o candidato pela coligação PSD/CDS/PPM.
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