
Uma leitura natalícia recheada de histórias do passado
Engana-se quem pensa que o Pai Natal tem uma única história. Esta figura emblemática da quadra mais esperada do ano continua a fascinar e a surpreender grandes e pequenos pelas inúmeras narrativas a que está associada. Nem sempre tradicionais.
É o caso da história partilhada com o 4.ºI, na última semana de aulas do 1.º período, na rubrica “Hora do conto” dinamizada pela Biblioteca Escolar. O Pai Natal que não comia Queijo ou O Pai Natal das Memórias, de Isabel Zambujal, desvendou a estes alunos a importância do passado e da invulgaridade dos presentes que matam saudades. Presentes que, não sendo trotinetes nem consolas, têm o poder de despertar recordações antigas: uma declaração de amor esquecida, um candeeiro de bebé, o primeiro dente de leite a cair e outros mais.
Curiosos e muito participativos, os alunos do 4.º I descobriram, nesta sessão, alguns destes “presentes-momentos” escondidos pela equipa da biblioteca em caixinhas coloridas de vários tamanhos. E, como verdadeiras personagens do conto, deram voz aos desejos natalícios dos habitantes do n.º 4 da Rua das Papoilas e conheceram um Pai Natal muito diferente do habitual: pequenino, muito guloso e sem dentes.
“Recuo no tempo para registar o passado das pessoas e oferecer-lhes momentos em que foram felizes” explica o pequeno Pai Natal saído do açucareiro no início da aventura. E foi isso mesmo que fez com estes finalistas do 1.º ciclo que adoram livros: levou-os numa viagem através destes últimos quatro anos de escola e pô-los a relatar, à semelhança do que acontece na história contada, algumas das memórias alegres que viveram com a sua turma… uma peça de teatro, uma festa surpresa de aniversário para a professora e outras relíquias da sua história escolar.
Porque o Natal também é isto: reconhecer marcos, valorizar experiências, partilhar o prazer de ler!
A equipa da Biblioteca Escolar
(Textos publicados na edição impressa de fevereiro de 2019)
Os leitores são a força do jornalismo livre.
Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.
Deja una respuesta