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Encontro com a escritora Elsa Serra na EBI de Água de Pau

EBI Agua de Pau entrevista esritora

“Ungali” foi a palavra secreta que transportou, no passado dia 5 de novembro no auditório da EBI de Água de Pau, os meninos de cinco turmas do 1º ciclo da escola para uma aventura na selva africana entre animais sapientes e corajosos, incapazes de, nas palavras da autora convidada, ficar “de patas cruzadas”.

Título do conto da Porto Editora promovido pela Rede Regional das Bibliotecas Escolares através do projeto Ler+, “Ungali” encantou os alunos presentes, que tiveram nesta sessão o privilégio de assistir à recriação da história pela sua autora. Elsa Serra cativou a assistência com a sua energia e expressividade, pedindo, ao longo da sessão, a colaboração dos espetadores atentos: qual era o animal mais alto da selva? E o que seria aquela bola verde com uma coisa castanha por baixo avistada pela girafa? Com uma vasta formação em teatro e dinamização da leitura, a escritora e contadora de histórias interpretou de modo divertido personagens como o leão sonolento, a velha tartaruga e a gazela esquecida, com as suas vozes, gestos e sons, o que originou algumas gargalhadas entre o público entusiasmado.

Animados pela possibilidade de conhecer a escritora, os alunos envolvidos na sessão, juntamente com os seus docentes, anteciparam a exploração da obra com a realização de algumas atividades de pré-leitura e a preparação de questões que colocaram à convidada no final da sessão. Souberam que Elsa Serra é contadora de histórias desde 1999 e que dinamiza ateliês de escrita criativa e de expressão dramática dirigidos a vários mediadores e animadores de leitura. Colabora com inúmeras entidades no âmbito da leitura e representou Portugal no 11.º Encontro de Contadores de Histórias, na Feira do Livro de Buenos Aires em 2006.

Para além de Ungali, a autora já publicou vários livros a que aludiu quando questionada sobre a sua obra e as suas preferências relativamente ao que já escreveu. A este propósito, deu destaque à sua primeira obra, O Senhor das Barbas Brancas, publicada em 2003, e mencionou a sua última, Monstra, cujo lançamento ocorrerá muito em breve e que fala sobre os medos que todos temos.

Elsa Serra falou ainda dos seus livros e autores preferidos, confessando a sua paixão por Fernando Pessoa, de como se tornou escritora e das suas inspirações para o que escreve, em particular, para o conto que apresentou. Explicou que esta história tradicional é oriunda do Quénia e que começou por contá-la antes de a escrever. O seu título, as suas origens, a sua magia fascinaram-na desde o primeiro contacto e alimentam, segundo a autora, a sua vontade de continuar a contar esta e outras histórias.

“Ungali”, uma palavra que parece música, é, ao que parece, segundo Elsa Serra, o nome de uma região do Quénia ou de um alimento deste país. Certo é que no final da história percebemos a verdadeira dimensão de “Ungali”: é uma palavra mágica que incentiva à leitura, estimula o imaginário infantil e faz as coisas acontecerem. Nesta tarde de leitura, promovida pela Rede Regional de Bibliotecas Escolares, a magia de Ungali até fez chover em Água de Pau.

DL/Equipa da BE

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