As festas em honra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, um dos maiores traços da identidade açoriana, realizam-se este fim de semana, um pouco por todo o arquipélago, altura em que o calendário litúrgico assinala o Pentecostes, que juntamente com o Natal e com a Páscoa, é uma das datas mais significativas do ano.
As festividades, que no continente perderam importância mas nos Açores “constituem um marco identitário do povo açoriano”, remontam ao tempo do povoamento e no século XVI já era generalizada a existência de Irmandades.
“É muito possível que tenha vindo com os franciscanos porque no século XV o culto estava muito espalhado e vivo no continente e como os franciscanos eram muito dados a este culto e foram eles que vieram no inicio do povoamento é possível que tenham o tenham trazido para estas paragens” disse ao Sítio Igreja Açores Margarida Lalanda, Historiadora e Professora na Universidade dos Açores.
As festas do Divino Espírito Santo têm três componentes muito fortes: a oração e celebração com a coroação do imperador( na casa e na igreja); a festa comunitária, com os jantares, convívios e arraial e a dimensão social, com a distribuição de esmolas, de pão, vinho e carne aos irmãos e a todos os necessitados.
“Esta é marcadamente uma iniciativa laical” conclui o sacerdote reforçando a ideia de que se trata de “um culto profundamente enraizado na religiosidade popular- o que também é orginal nos Açores- cuja essência é a comunhão e a partilha”, lê-se no Sitio Igreja Açores.
DL/Igreja Açores
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