A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direção Regional dos Recursos Florestais, promove, a 29 e 30 de maio, a realização do seminário “Gestão Florestal Certificada – novos desafios para a floresta dos Açores”, que visa promover a madeira de criptoméria, uma das principais espécies existentes no arquipélago.
“O processo de certificação é já uma batalha ganha e um marco na história da floresta dos Açores”, afirmou João Ponte, frisando a importância de continuar a divulgar junto dos consumidores as qualidades únicas da criptoméria dos Açores junto dos consumidores.
A Região certificou em 2014 a gestão do Perímetro Florestal e Matas Regionais da ilha de São Miguel pela iniciativa FSC®, tendo-se iniciado o primeiro ciclo de exploração destas áreas, através da venda de madeira, corte e rearborização.
Neste seminário pretende-se divulgar o trabalho realizado até agora junto de potenciais interessados no comércio de madeira, de industriais do setor e de produtores florestais privados, para que se possam familiarizar com o processo e vantagens da certificação, conhecendo a história desta madeira e o processo de gestão sustentável da floresta.
O evento, que terá lugar no Centro Municipal de Atividades Culturais do Nordeste, conta com mais de uma centena de participantes, entre convidados, palestrantes, técnicos e guardas florestais.
O primeiro dia é dedicado à apresentação de trabalhos relacionados com o tema do seminário, enquanto no segundo dia será realizada uma visita de campo que permitirá observar as várias fases do processo de exploração, rejuvenescimento, condução e reordenamento dos espaços florestais.
Estima-se que existam cerca de 10 milhões de criptomérias no arquipélago dos Açores, considerando uma densidade média de 800 árvores por hectare.
No total, a área de floresta e espaços naturais na Região tem cerca de 72.300 hectares, dos quais mais de 15.650, cerca de 22%, são públicos.
A floresta dos Açores gera um volume de negócios anual de cerca de 1,8 milhões de euros com a venda direta de material lenhoso e de 10,9 milhões de euros, quando contabilizado ao nível do setor industrial da primeira transformação.
DL/Gacs
Os leitores são a força do jornalismo livre.
Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.
Deja una respuesta