O Convento dos Franciscanos, no passado sábado, dia 12 de março, acolheu o lançamento do livro “Pernalta” com a obra de Tomaz Borba Vieira e fotografia de Fernando Resendes e a estreia do documentário “Mulher com Rabo de Peixe, Homem com Rosto de Cão – Um esboço de retrato de Tomaz Borba Vieira”, realizado por José Medeiros e produzido por Tiago Rosas, um documentário que pretende dar a conhecer parte da obra do pintor, quer a plástica, quer a escrita, contando com diversos episódios narrados pelo próprio.
O Salão Nobre do Convento dos Franciscanos homenageou Tomaz Borba Vieira com casa cheia, o que para o artista é sinónimo de “muito agradecimento e de muita vivência da amizade. Sem duvida que tive muita satisfação em ver nesta assistência grande parte dos meus grandes amigos”.
Com muita humildade e simplicidade, o Professor Tomaz Borba Vieira, explicou ao Diário da Lagoa, que se um dia conseguir ser reconhecido para além fronteira então ficará “muito feliz”.
Estes dois eventos, o lançamento do livro e o documentário estiverem inseridos na exposição do próprio artista, também intitulada “Pernalta”. Assim sendo, o professor, explicou que o livro “Pernalta”são “fotografias dos quadros que estão nesta exposição e fotografias sobre modelos de vidro e o modelo original, fotografados por um amigo, o Fernando Resendes, que compôs o livro com essas duas componentes”.
Esta cerimonia também contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Cristina Calisto Decq Mota, que salientou toda a importância do artista para a cultura lagoense e açoriana. “Está bem patente hoje, com a assistência que aqui tivemos, qualquer projeto cultural que envolva, o professor Tomaz Borba Vieira, engrandece a terra onde ele se realiza. A Lagoa, nos últimos quase 20 anos, nesta ligação de amizade com o professor Tomaz Borba Vieira só tem ganho”, afirmou a edil lagoense.
Cristina Calisto Decq Mota, frisou ainda, toda a generosidade do Professor Tomaz Borba Vieira, por ter aberto a porta da sua casa, criado uma galeria de arte, onde expõem o seus trabalhos e os trabalhos dos amigos, tendo dado a conhecer um conjunto de obras primas.
“Ficou bem patente, que para além, de ser uma pessoa espetacular, de um trato tão simples, há em todas as suas frases, uma enorme humildade e a grandiosidade dele está espelhada de uma forma tão simples, tão clara e tão humilde que merece também esta nota de destaque”, declarou com gratidão a autarca lagoense demonstrando que a missão da autarquia é de levar adiante a cultura e a educação do Concelho.
Segundo o realizador José Medeiros, este documentário, “Mulher com Rabo de Peixe, Homem com Rosto de Cão – Um esboço de retrato de Tomaz Borba Vieira” é uma pequena homenagem ao artista Tomaz Borba Vieira, sendo que “a vida e obra do Tomaz é tão imensa que não cabe no nosso documentário”.
“É uma abordagem sobre a vida e a obra deste nosso grande artista, pintor, escritor, contador de estórias, também está muito presente no nosso documentário. É um esboço, uma abordagem, uma pincelada sobre, a vida e obra do Tomaz”, declarou Zeca ao Diário da Lagoa.
Por outro lado, o realizador explicou que o titulo do documentário, “Mulher com Rabo de Peixe, Homem com Rosto de Cão” é o titulo de uma canção que fez há já algum tempo inspirada numa exposição do artista, que tinha esse titulo.
Presente nesta cerimonia também esteve o Diretor Regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes, que demonstrou que mais importante do que a homenagem é a existência da pessoa em si, do artista. “Nós não fazemos mais do que aproveitar um momento de criação e um momento de afetividade, porque está aqui patente, claramente, que não é só a arte que está em causa, é também o homem que está por trás”, salientou Nuno Ribeiro Lopes.
Segundo o Diretor Regional da Cultura, Tomaz Borba Vieira pode ser um verdadeiro exemplo para além fronteiras, “há uma continuidade, digamos, não só na pintura, como noutras áreas de arte, que uma das maiores dificuldades é ultrapassar o Oceano Atlântico, muitas vezes, portanto é através de figuras de expoente máximos que a cultura açoriana fica mais visível a nível exterior e portanto pode abrir uma porta, um caminho, para que outros possam aproveitar no futuro”.
DL/AS
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