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Orgulho Pauense. A casa do Capitão-mor de Água de Pau

Roberto Medeiros

Antigo solar do Capitão-mor da Vila de Água de Pau, João Policarpo Botelho Arruda. A construção de uma casa com esse porte em Água de Pau, leva-nos a pensar nos grandes desta Vila, quando foi sede de concelho de 1515 a 1853, sete anos antes da Lagoa ter sido também elevada a concelho em 1522.

© D.R.

Homens grandes e patriotas viveram, caminharam pelas ruas desta Vila e armaram-se cavaleiros, indo defender Portugal nas lutas contra os infiéis inimigos mouros em terras longínquas da pátria. Regressando em 1525 trouxeram «louvores e méritos» que se lhes foram dados pelo rei de Portugal. Não os querendo para si, ofereceram-nos à sua Igreja. Ainda hoje vemos esse registo no brasão que em cima a imagem da Senhora dos Anjos, no altar da capela principal da igreja. Igreja, capelas, ermidas e solares são parte do legado patrimonial que os grandes da Vila de Água de Pau nos deixaram. Devemos por isso, honrar aqueles que nos legaram tanto e importante património, estendendo-lhes um tapete à frente de cada um dos edifícios históricos — em sua memória — como forma de respeito e agradecimento.

A Casa do Povo aqui instalada neste nobre edifício e a Junta de Freguesia na antiga Casa da Estrela, no Largo do Santiago, já o estão fazendo há já alguns anos. Todos os que vivem em casas apalaçadas e históricas, como esta, nesta Vila de Água de Pau, deviam fazer o mesmo ou pedir apoio às entidades autárquicas, para pelo menos no dia 15 de Agosto poderem estender também o seu tapete de flores com a dignidade que os nossos «Grandes de Água de Pau» merecem.

Quem ama o seu passado, reconhece o presente e acredita no futuro e a Vila de Água de Pau tem um passado histórico que todos os pauenses devem se orgulhar.

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