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Passeio dos moinhos mostra a moagem do milho e usos dados à farinha

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A Câmara da Ribeira Grande promoveu um passeio pelas rotas dos moinhos de água, evento inserido nas comemorações do Dia Nacional dos Moinhos e que juntou cerca de três dezenas de inscritos, número que reforça a crescente procura por este género de atividades, principalmente quando se trata de circuitos que passam por propriedades privadas e nem sempre são visitáveis. 

O passeio iniciou-se com uma visita ao moinho do Pascoal II, no jardim Paraíso, recuperado recentemente pela Câmara da Ribeira Grande e que ao longo do fim de semana registou um apreciável número de visitantes que puderam verificar no local como era moído o milho. 

O processo de moagem do milho foi explicado ao grupo por Mário Moura, seguindo depois pela rua José Frazão Júnior, sempre paralelos à ribeira, onde foram visitados outros moinhos até à Tondela, zona de grande produção de cereais (trigo e milho) e onde existiu uma comunidade que vivia da atividade moleira. 

A partir daqui o passeio seguiu pela descida à Mãe d’Água, represa construída no século XIX com o objetivo de alimentar os moinhos da Condessa, vala que divide as freguesias de Matriz e Conceição e que chegou a alimentar onze moinhos que funcionavam durante todo o ano. 

A iniciativa terminou no Museu Municipal da Ribeira Grande onde foi servida uma refeição típica tendo por base o milho, nomeadamente os chicharros fritos com molho de vilão envoltos em farinha de milho, bolo da sertã, pão de milho e papas de carolo.

DL/CMRG

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