
O presidente da bancada do grupo parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, criticou a Assembleia da República por não consultar a Assembleia Legislativa dos Açores sobre a despenalização da morte medicamente assistida ou eutanásia.
O deputado social-democrata falava na sequência da declaração política apresentada pelo CDS-PP acerca da matéria, na sessão plenária que decorreu na Horta.
João Bruto da Costa admitiu que o “tema tem várias dimensões, desde logo pessoais, do foro da escolha e opinião de cada um dos deputados, bem como dos cidadãos”, mas tal “não isenta sermos ouvidos sobre a matéria”.
Para o deputado do PSD/Açores, “há aqui uma outra dimensão que é do senhor presidente deste primeiro órgão da autonomia, instado a pronunciar-se, saiu em defesa dos deputados desta casa de se fazerem ouvir”, salientou.
Daí que João Bruto da Costa considere tratar-se de uma “falha do Estado em não ouvir a região sobre a matéria que incide sobre várias dimensões da vida dos açorianos, de não ter este parlamento se pronunciado”, advertiu.
“Foi essa pronúncia do presidente da assembleia sobre o facto de não termos sido ouvidos e não qualquer outra substância deste assunto. Compreendemos que a substância da matéria nos divide em várias dimensões, mas temos de ser ouvidos. Devemos ser ouvidos”, concluiu o líder da bancada parlamentar do PSD/Açores.
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