Log in

PSD e PS trocam acusações no Conselho de Ilha de São Miguel

Alexandre Gaudencio Francisco Cesar Conselho de ilha de São Miguel Jpornal Diario da Lagoa

Alexandre Gaudêncio acusou, esta quinta-feira, dia 25 de fevereiro, o Partido Socialista de querer monopolizar a ação governativa tentando entrar em tudo o que é associação ou instituição.

As acusações surgiram no final da reunião do Conselho de Ilha de São Miguel (CI), que reuniu para a eleição dos novos membros da mesa deste órgão, eleição que acabou por não acontecer.

O Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande recordou que o PSD estava expectante face à nova eleição do CI, até porque estão de acordo com a posição assumida pelo Presidente da Associação Agrícola de São Miguel para que este seja um órgão que não tenha muito a haver com partidos, daí o apoio à candidatura de Jorge Rita.

Aos jornalistas, Alexandre Gaudêncio disse que o que se assistiu foi “à tentativa do PS de se agarrar a tudo e a qualquer coisa, nomeadamente ao Conselho de Ilha, e tentar pôr os seus tentáculos do polvo, que já é extenso, em tudo o que é instituição e associação, e isso viu-se na reunião desta quinta-feira com a candidatura de Ricardo Rodrigues, que acaba por ter um acumular de funções que não faz qualquer sentido, interdependente da pessoa ser válida ou não, não fazendo sentido para um órgão que se pretende reativar”.

Segundo recordou o autarca, a atual mesa recebeu a unanimidade de votos porque tinha em vista esse objetivo, e é isso que o partido fará para que aconteça neste órgão.

Alexandre Gaudêncio adiantou que “o que se assistiu nesta reunião, foi a uma tentativa do PS de tentar monopolizar a ação governativa, para que a própria eleição não acontece. O que se viu foi coagir, e o termo é mesmo esse, alguns conselheiros para que a adiassem a votação”.

Segundo o autarca “o PS está a fazer de tudo para entrar nos Conselhos de Ilha, nas Associações e Instituições mas PSD não irá deixar que isso aconteça”.

“Houve claramente algo que mostra que os conselheiros foram coagidos, tendo-se visto mesmo alguma movimentação na sala de alguns elementos do PS que tentaram coagir alguns conselheiros, e isso foi feito”.

Por seu turno Francisco César do Partido Socialista refutou as acusações do PSD e apelou à serenidade. “Deverá haver um esforço para o consenso e na política não vale tudo”.

Segundo Francisco César, o que se passou na reunião do CI foi algo normal em democracia. “O que se passou foi que houve um membro do CI que se apresentou como candidato e que reunia um conjunto de apoios, e houve outro membro que manifestou a  sua vontade de ir a eleições”, recordou adiantando que “o que foi levado e proposto da parte de Ricardo Rodrigues foi que se adiasse o ato eleitoral para que houvesse uma consensualização”. Segundo Francisco César o PSD não quis esse adiamento.

Segundo o deputado socialista, “este é um órgão democrático, com representantes eleitos, com membros inerentes e haver eleições é normal. Podemos querer despartidarizar mas não se pode desligar da politica”, recordou Francisco César.

Sobre a a questão de ter havido ou não coação, Francisco César refuta essa acusação, dizendo que as acusações não correspondem à realidade e ao que se passou nesta reunião.

“O autarca é novo nestas matérias da política e quando se acusa temos que ter capacidade de consubstanciar as nossas acusações. Nós não podemos é que o PSD tenha um espírito de guerrilha permanente ao PS e irmos todos na onda”, referiu.

DL

avatar-custom

Diário da LagoaNotícias que contam

Os leitores são a força do jornalismo livre.

Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

CAPTCHA ImageCambiar Imagen