O presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, anunciou que o executivo camarário vai levar à Assembleia Municipal da próxima quinta-feira, 28 de abril, o Plano Integrado de Regeneração Urbana, documento que “pela primeira vez integra a área urbana de Rabo de Peixe.”
Segundo a autarquia, com este documento ficam criadas as condições necessárias tendentes à requalificação de vários locais públicos que “devem ser melhorados” na vila de Rabo de Peixe, criando-se também “uma série de benefícios fiscais que incentivam a reabilitação urbana”, acrescentou Alexandre Gaudêncio.
Dentro desta área insere-se a requalificação do largo padre António Vieira, mais conhecido como largo do Coreto, cujo projeto está concluído, avançando a autarquia a breve trecho para a fase de concurso público da obra que dará, posteriormente, início à empreitada, disse o edil na sessão solene comemorativa do 12.º aniversário de elevação de Rabo de Peixe a vila.
Para além da requalificação do largo padre António Vieira, a Câmara da Ribeira Grande, em sintonia com a junta de freguesia, já “identificou nove locais públicos de intervenção cujas requalificações vão começar ainda este ano.” Também o loteamento das Courelas vai ser melhorado, acionada que foi a “garantia bancária que permitirá à Câmara dar melhores condições àquele espaço.”
Alexandre Gaudêncio reconheceu, a propósito, “o trabalho que tem sido desenvolvido pelo executivo da junta de freguesia de Rabo de Peixe mas, também, todos os homens e mulheres que fizeram parte deste órgão do poder autárquico e que tudo fizeram para tornar a vila num local melhor para se viver.”
Atento à realidade, o presidente da Câmara da Ribeira Grande destacou que “Rabo de Peixe tem sido o motor do desenvolvimento do concelho, não só porque tem as maiores empresas na área de transformação do pescado que operam no seguimento do trabalho desenvolvido pela maior comunidade piscatória do arquipélago, mas também por ter uma economia pujante na agricultura, em particular nos setores do leite e da horticultura.”
Porém, não deixa de ser preocupante que apesar desta dinâmica “ainda haja pescadores com rendimentos abaixo dos cem euros por mês”, lamentou Alexandre Gaudêncio, edil que defendeu uma “aposta forte no setor em áreas mais diversificadas como a aquacultura, como forma de potenciar mais e melhores rendimentos aos pescadores.”
E reforçou novamente a necessidade de se “pensar na formação desta classe, desde logo com a criação de um pólo da Escola do Mar em Rabo de Peixe”, defendendo que a Ribeira Grande “tem as condições físicas e humanas para fazer essa formação tão necessária nos dias de hoje.”
Mas o futuro traz novos desafios e o turismo é um deles, área que a vila piscatória poderá explorar. A autarquia já está a fazer o seu trabalho ao “traçar uma linha estratégica que nos permite saber em que ponto estamos, no que somos bons e no que podemos melhorar”, disse Alexandre Gaudêncio.
“Numa altura em que o turismo dá provas claras de ser um setor emergente e com espaço para a criação de riqueza e de emprego, temos que estar atentos e aproveitar as mais-valias que temos para oferecer. Neste aspeto, Rabo de Peixe poderá ter um papel fundamental porque tem muito para oferecer.”
A criação de emprego através do turismo será também uma forma de “fixar a população, principalmente os mais jovens”, acrescentou o edil, vincando que “Rabo de Peixe é dos poucos locais dos Açores onde a população jovem representa mais de metade da sua população total.”
DL/CMRG
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