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“Salvaguarda do valor e da autenticidade é a prioridade para as bacias hidrográficas das lagoas das Furnas e das Sete Cidades”

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo garantiu esta sexta-feira, dia 7 de julho, em São Miguel, que a salvaguarda do valor e da autenticidade é a principal prioridade no que diz respeito às bacias hidrográficas das lagoas das Furnas e das Sete Cidades.

Marta Guerreiro falava aos jornalistas no final das reuniões com as comissões consultivas do processo de alteração dos Planos de Ordenamento das Bacias Hidrográficas da Lagoa das Furnas e da Lagoa das Sete Cidades.

A Secretária Regional adiantou que as alterações agora introduzidas nos elementos fundamentais destes planos “pretendem dar maior exequibilidade aos princípios e objetivos” que estiveram na base dos mesmos.

Para além da “manutenção e melhoria da qualidade da água” destas duas lagoas, as preocupações prendem-se, segundo Marta Guerreiro, com “a sua compatibilização com outros usos, nomeadamente turístico, florestal e agrícola, permitindo salvaguardar o valor identitário de toda a bacia hidrográfica”, quer das Furnas, quer das Sete Cidades.

Segundo o executivo regional, as alterações a estes dois planos foram determinados através de uma Resolução do Conselho do Governo, face à evolução das condições económicas, sociais, culturais e ambientais que estiveram na base da sua elaboração, em consequência dos respetivos relatórios de avaliação.

O Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas foi elaborado com o principal objetivo de compatibilizar os usos e atividades com a sua proteção e valorização ambiental, bem como de recuperar a qualidade da água da lagoa.

No caso da Lagoa das Sete Cidades, este instrumento foi produzido com a intenção de harmonizar e compatibilizar as diferentes atividades, usos, ocupação e transformação do solo na área de intervenção, com a recuperação, manutenção e melhoria da qualidade da água da lagoa, numa perspetiva integrada de valorização da paisagem e salvaguarda dos recursos e valores naturais, da biodiversidade e do interesse público.

Para além dos Planos de Ordenamento de Bacias Hidrográficas para estas duas lagoas, existem também para as lagoas do Caiado, do Capitão, do Paul, do Peixinho e da Rosada, na ilha do Pico, para as lagoas Branca, Negra, Funda, Comprida, Rasa, Lomba e Patas, na ilha das Flores, e para as lagoas do Fogo, Congro, São Brás e Serra da Devassa, em São Miguel, com o principal objetivo de melhorar a qualidade da água.

DL/Gacs

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