Log in

“Somos todos civis” diz Ricardo Rodrigues

Ricardo Rodrigues Camara Vila Franca Campo Cnselho Ilha São Miguel Açores Jornal Diario da Lagoa

Para Ricardo Rodrigues, candidato à presidência do Conselho de Ilha de São Miguel, a forma como este Conselho não funciona, é devido a um erro inicial no que diz respeito à mudança da lei em 2015. Antes dessa alteração, a igualdade de género, não estava representada, nem as associações.

“Infelizmente quem fica a perder é a ilha de São Miguel. Mas agora quem deve convocar esse Conselho de Ilha, é o Presidente da Assembleia Municipal da Câmara mais votada, que tem mais eleitores, ou seja, deve ser o Presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada, que deve convocar nos termos da lei”, declarou Ricardo Rodrigues aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ilha, que voltou a reunir na Cidade de Lagoa.

Segundo Ricardo Rodrigues, o objetivo não é complicar aquilo que pode ser simples, “apesar de dispor da maioria neste Conselho de Ilha. Eu nem sequer falei nessa reunião”.

Para o autarca socialista, existem vários trabalhos que são possíveis fazer para a ilha de São Miguel. Segundo o próprio, os Conselhos de Ilha deveriam fazer parte do orçamento da região, como a existência de um plano para a igualdade de género, que ainda não existe na ilha de São Miguel.

“Essa teoria de que há cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, é uma teoria que eu não conheço em parte nenhuma, ou seja, eu sou representante da sociedade civil, eu sou eleito pela sociedade civil, eu sou um cidadão. Não percebo essa teoria e alias acho prejudicial para o funcionamento de um órgão desta natureza, porque não há conselheiros de primeira nem de segunda, todos devem ser tratados de igual forma”, respondeu Ricardo Rodrigues. Consequentemente, afirmou que “ninguém aqui dentro é militar, somos todos civis, somos todos pertencentes à sociedade civil” acrescentando que ninguém “possa achar que tem mais direitos do que outros”.

Por outro lado, o autarca socialista afirmou já ter idade suficiente para não se interessar nos cargos mas interessar-se no desenvolvimento e nos interesses da ilha. “É só nesta perspetiva que aqui estou, que aqui vou continuar, defendendo a ilha de são Miguel, os interesses da ilha de são Miguel, no todo regional”, confirmou.

A lei determina que,  o presidente da Assembleia Municipal da Câmara mais votada, deve dar o prazo de 45 dias, a todas as entidades, para indicarem os seus representantes, para que seja convocado o Conselho de Ilha e para Ricardo Rodrigues “tem que começar tudo de novo, neste momento não há Conselho de Ilha de São Miguel. Tem que ser instalado de novo e pegar na lei e ver o que é que a lei diz. É começar de novo um Conselho de Ilha”.

Em relação a Noé Rodrigues, o atual Presidente do Conselho de Ilha, Ricardo Rodrigues considera que foi muito difícil para uma pessoa que não tem uma instituição por trás, sendo que o atual Presidente não tinha verificação de poderes, nem apoio administrativo, tendo agido de “boa fé”.

DL/AS

avatar-custom

Diário da LagoaNotícias que contam

Os leitores são a força do jornalismo livre.

Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

CAPTCHA ImageCambiar Imagen